terça-feira, 18 de maio de 2021

#LeiAldirBlanc - Projeto valoriza tradições e promove inclusão digital de comunidade quilombola em Palmeiras




As ações de valorização da cultura e identidade beneficiam os quilombolas de Corcovado, na Chapada Diamantina

 

A preservação da memória e das tradições culturais, geração de renda, requalificação da produção culinária, fortalecimento do artesanato e a promoção da inclusão digital estão entre os benefícios alcançados pelo projeto de Desenvolvimento Territorial do Quilombo de Corcovado, que encerrou suas atividades presenciais no último dia 9/4. A iniciativa, contemplada com recursos de R$ 200 mil pelo edital de Preservação das Matrizes Identitárias Jaime Sodré 2020, via Lei Aldir Blanc de Incentivo à Cultura, vem ­­­­­município de Palmeiras, na região da Chapada Diamantina.   

 

Deste total investido, R$ 80 mil foram destinados à remuneração de moradores e R$ 70 mil à aquisição de equipamentos, como batedeira e fogão industrial, violões elétricos, mesa de som e caixas acústicas, matéria-prima para o artesanato e notebooks, impressoras, câmera digital e smartphones, entre outros. 

 


Segundo a coordenadora geral Milena Velloso de Azevedo, o projeto extrapolou o planejamento inicial de três eixos de atuação: valorização da chula, fortalecimento do artesanato e requalificação da cozinha industrial. “No decorrer do trabalho, a gente foi percebendo que não dava pra dissociar as demandas atuais da luta histórica da comunidade por direitos e dos desafios que ainda tem pela frente. E essas pontas, entre o presente o passado e o futuro, foram amarradas com a inclusão das oficinas de informática, foto, vídeo, redes sociais e elaboração de projetos, realizadas mediante pedido de remanejamento”, explicou Milena. 

 

Outro diferencial do projeto foi a prioridade dada à contratação de mão-de-obra local. “De uma equipe de 17 pessoas que estão atuando de forma remunerada na execução deste edital, 12 são mestres, assistentes e jovens monitores do próprio Corcovado e apenas cinco profissionais não pertencem à comunidade”, pontuou Milena. 

 


Diante do agravamento da pandemia do novo coronavírus em todo o país, os protocolos sanitários foram reforçados. As oficinas de chula, por exemplo, foram restritas ao espaço e ao público internos da comunidade, com o objetivo de proteger os idosos, que são os maiores guardiões desta manifestação da cultura local. Já nas oficinas de artesanato, informática, vídeo, foto e redes sociais, os alunos foram orientados sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras em todas as atividades. 

 

Documentário - O Corcovado é reconhecido como uma comunidade remanescente de quilombo pela Fundação Palmares desde 2007, mas os direitos fundamentais como acesso à água e energia elétrica só foram conquistados a partir da organização da comunidade em torno da associação, fundada no ano seguinte. Situado a 12 km de distância da sede do município de Palmeiras, o Corcovado ainda luta contra o isolamento e o abandono do poder público. A única via de acesso a serviços essenciais, como escola, posto de saúde, farmácia e mercados, é uma estrada sem pavimentação que passa pelo lixão da cidade e não dispõe de linha regular de transporte.

 


Esta história de resistência ganhará um registro histórico do projeto na forma de um curta-metragem de autoria do cineasta Rafael Lage (Malucos de Estrada II, A Criminalização do Artista), que dividiu seu tempo entre as filmagens e edição da obra e as aulas de foto e vídeo para os jovens e adolescentes do quilombo. A previsão é que a obra seja concluída e exibida, em primeira mão, na sede da associação local, em evento que marcará a culminância do projeto. 

 

O projeto de Desenvolvimento do Território Quilombo de Corcovado tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e do Centro de Culturas Populares e Identitárias - CCPI, (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

 

O  público pode acompanhar o projeto nas redes sociais, acessando o link da página da Associação Quilombo de Corcovado no instagram ou no facebook.


Programa Aldir Blanc Bahia - Criado para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, o Programa Aldir Blanc Bahia (PABB) visa cumprir os incisos I e III da Lei Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017, de 29 de junho de 2020) e suas regulamentações federal e estadual. As ações são: a transferência da renda emergencial para os trabalhadores e trabalhadoras da cultura, e a realização de chamadas públicas e concessão de prêmios. O PABB tem execução pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, geridas por meio da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura e do Centro de Culturas Populares e Identitárias; e as suas unidades vinculadas: Fundação Cultural do Estado da Bahia, Fundação Pedro Calmon, Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Vídeo Projeto Artesanato e Sustentabilidade

Pessoal, ficou pronto o vídeo sobre o projeto! Confiram!




quarta-feira, 1 de julho de 2015

Exposição de Artesanato no Vale do Capão


Após quase 10 meses de projeto, finalmente chegou a hora de expôr os artesanatos produzidos! No Vale do Capão, distrito de Palmeiras, entre os dias 2 e 5 de julho. Compareçam!

Em breve postaremos como foi a exposição.




sexta-feira, 5 de junho de 2015

Oficina com Fernando - Artesão Empreendedor de Morro de São Paulo - 16 e 17/05/2015





















Oficina de Formação de Preços e Escoamento de Produtos com Diogo (RedeMoinho) - 1 e 2/05/2015

Nos dias 1 e 2 de maio o facilitador Diogo Rêgo, membro da ITES (incubadora tecnológica de economia solidária) e membro da cooperativa Redemoinho (cooperativa de comércio juto e solidário), ministrou a oficina de “formação de preços e escoamento de produtos”.

O grupo de artesanato do Corcovado pôde vivenciar e compreender o processo de construção de preço dos produtos confeccionados na comunidade. Investimento, depreciação, custeio e valor de mão de obra foram alguns dos conceitos trabalhados na oficina.

Após apropriação dos conceitos e entendimento da lógica matemática para cálculo do valor de cada produto, os artesãos aplicaram o conhecimento em seus próprios produtos. Foi interessante perceber que os artigos feitos de palha de licuri e de cipó, que fazem parte da tradição local, tem valor calculado essencialmente no custo da mão de obra, pois não demandam nenhum tipo de maquinário ou outros insumos. Os artesãos perceberam o quanto os valores de mercado destes produtos são baixos e não condizem com o tempo e trabalho investidos.

A oficina foi bastante exitosa pois permitiu, por um lado, desenvolver uma reflexão sobre a importância de se pensar os preços dos produtos enquanto dimensão essencial para o empreendedorismo, e, por outro lado, possibilitou que os artesãos colocassem novos preços nos produtos que serão expostos no Vale do Capão!


















5a e 6a oficinas de Agroecologia com João - 16 e 17/04 e 21 e 22/05














Aula de Artesanato de balaio de cipó com Seu José - 11, 19 e 25/04/2015

Nos dias 11, 19 e 25 de abril foi a vez de Seu José ensinar a comunidade as técnicas de artesanato com o cipó. Seu Zé é irmão de seu Joaquim e de Nice, e, junto com seus irmãos, é um dos moradores mais antigos da comunidade.

Seu Zé é um dos poucos que ainda pratica o artesanato com o cipó. Por isso, essa oficina foi muito importante para todos, especialmente os mais jovens, aprenderem como são feitos os diversos balaios.

Foto: Eric Rahal

 Foto: Eric Rahal

Foto: Eric Rahal


Seu José ensinou como extrair o cipó, qual a quadra da lua ideal para fazê-lo, qual o tamanho ideal, como descascar o cipó, entre outras técnicas para deixar o balaio bem bonito!





Neste momento, todos saíram a campo para extrair o cipó, conhecido como Ceititu. Tal cipó é muito comum na região, e nasce na "capoeira", ou seja, em terras mais abertas, que anteriormente foram degradadas pelas roças intensivas.

Assim como no caso do Licuri, está sendo feito um levantamento sobre a quantidade do cipó no entorno da comunidade, com o apoio de estagiárias do IFBA - Instituto federal da Bahia - Campus Seabra. Ao final do trabalho, a comunidade contará com mais informações sobre estas plantas - Licuri e Caititu - e poderá fazer um extrativismo com mais sustentabilidade.



Os alunos se aplicaram bem, e ao final da 3a aula já haviam produzido uma grande quantidade de balaios, de diversos tamanhos! Todo este material vai ser exposto e vendido na feira de artesanato que será promovida no Vale do Capão durante os festejos juninos.